WebsiteBRK Telecom2025
Cada botão do site já sabe de onde veio o interesse. O consultor começa a conversa pelo produto certo, sem perguntar de novo.
- Cliente

- Papel
- Product builder: estratégia, design e desenvolvimento com IA
- Duração
- Cerca de 7 semanas
- Disciplinas
- Arquitetura de informação, UX/UI, Captação de leads, Desenvolvimento com IA
- No ar
- Ver o site

O contexto
A BRK Telecom, de Sorocaba (SP), é revenda autorizada da Vivo e vende o portfólio da operadora para dois públicos bem diferentes: empresas (internet dedicada, telefonia com PABX, planos móveis corporativos, licenças de produtividade, servidores em nuvem) e pessoas físicas (fibra residencial, planos de celular, TV e streaming). Além disso, revende um terceiro produto de outra área: migração de empresas para o mercado livre de energia, com a GUD Energia.
Quem compra de uma revenda quer falar com uma pessoa. A venda acontece numa conversa com o consultor, quase sempre pelo WhatsApp. O site não fecha negócio. O trabalho dele é abrir essa conversa.
A dor
Um site institucional genérico de telecom tem um problema previsível: tudo desemboca num “fale conosco” único. O consultor recebe um nome e um telefone e precisa descobrir, na primeira mensagem, se aquilo é uma empresa atrás de link dedicado ou uma família querendo trocar o plano de celular. Cada contato começa do zero.
E havia uma tensão a resolver no canal. O cliente prefere o WhatsApp, mas um clique que abre o WhatsApp direto não deixa rastro: se a conversa não engata, a BRK nem sabe que aquele interesse existiu.
O estudo
A arquitetura saiu de separar três perguntas que o visitante responde, mesmo sem perceber:
- Quem é você? Empresa ou pessoa física. Essa é a primeira bifurcação do menu (“Para Sua Empresa”, “Para Você”) e também das abas da vitrine na página inicial.
- O que te interessa? Cada produto ou serviço virou um card com o próprio botão de “Solicitar Proposta”. O produto é o assunto da conversa, não um detalhe dela.
- Como prefere ser atendido? WhatsApp ou e-mail, decidido no fim, com os dados já preenchidos.
A GUD Energia ganhou página própria no menu, fora do portfólio da Vivo. É outro produto, com outra lógica de venda (economia na conta de luz, migração sem custo) e perguntas frequentes próprias. Misturar com planos de internet só confundiria as duas coisas.

A solução
Um formulário, muitos contextos
Em vez de um formulário por página, o site tem um único formulário de contato que qualquer botão pode abrir. O que muda é o contexto que o botão entrega: de onde veio o clique, qual produto ou serviço, em que página e se é empresa ou pessoa. O título do formulário já mostra isso (“Internet Dedicada - Empresarial”), e o campo “Empresa” só aparece quando o contexto é empresarial.

Na página para empresas, os seis serviços principais ficam em cards com imagem, descrição e três ou quatro pontos fortes. Abaixo vêm os serviços complementares (Wi-Fi corporativo, proteção contra ataques, IoT, números 0800) e as vantagens de comprar pela BRK.

A energia como venda cruzada
A GUD Energia aparece de dois jeitos: com página completa no menu e como bloco dentro da página de empresas. Quem já está pensando em custo fixo da empresa vê ali uma segunda forma de economizar, sem precisar sair procurando.


WhatsApp sem perder o lead
A regra que mais custou acertar: quando o visitante escolhe o WhatsApp, o site primeiro registra o contato por e-mail para a BRK e só depois abre o WhatsApp com uma mensagem pronta, contendo nome, e-mail, telefone e o que a pessoa escreveu. Se o envio do registro falhar, o WhatsApp abre do mesmo jeito. O cliente nunca fica preso por um problema do lado da revenda.
O botão fixo de WhatsApp no topo usa uma versão enxuta do mesmo formulário: nome e telefone obrigatórios, e-mail opcional, sem campo de mensagem. Quem clica ali quer conversar agora, não escrever.

Pensado para o celular
A página inicial tem versões próprias das seções para telas pequenas, não só um layout espremido. No celular, o formulário vira uma folha que sobe da base da tela, o menu destaca as três portas principais em botões grandes e o telefone vira um botão de ligar. O histórico do projeto mostra várias rodadas só para fazer o envio funcionar no celular. O site espera o registro do contato terminar e só então troca de tela para o WhatsApp; no computador, abre o WhatsApp em outra aba.

O site ainda tem páginas institucionais (quem somos, trabalhe conosco, colaboradores), política de privacidade, aviso de cookies, dados estruturados para buscadores, sitemap e medição de acessos.
Stack: React, Vite, Tailwind e componentes shadcn, construído com IA no Lovable. O envio de e-mail roda em PHP na própria hospedagem compartilhada do cliente, que só executa arquivos e PHP. Por isso não há servidor de aplicação para manter.
O que eu levo desse projeto
O formulário é a peça mais importante de um site que vende por conversa, e ele não precisa ser mais de um. O que precisa é carregar contexto. Um botão que diz ao formulário “isso veio do card de internet dedicada, página de empresas” economiza a primeira pergunta de cada atendimento.
É uma automação pequena. A triagem que o consultor faria na mão, perguntando a cada contato, o botão já entrega.
A outra lição é sobre canais. Deixar o cliente escolher o WhatsApp não obriga a revenda a abrir mão do registro. Dá para ter os dois, desde que a falha de um nunca bloqueie o outro.
Mais tarde, a BRK ganhou um sistema de gestão da carteira de clientes, mas isso é outra história.
