WebsiteAgents for Life2026
Todo site de IA promete transformar a empresa. Este mostra o que a squad faz sozinha, onde ela para para uma pessoa aprovar e quanto cada etapa custou.
- Cliente

- Papel
- Product builder: pesquisa, estratégia de mensagem, design e desenvolvimento com IA
- Duração
- 2 dias
- Disciplinas
- Estratégia de mensagem, Arquitetura de informação, UX/UI, Performance
- No ar
- Ver o site

O contexto
A Agents for Life (AFL) é a plataforma de agentes de IA da Eduzz, e o site a apresenta com a marca Eduzz Agentes IA. Ela coloca agentes de IA e squads autônomas (sequências de agentes, automações e aprovações humanas) para trabalhar dentro de uma organização: com a base de conhecimento da empresa, as integrações que ela já usa, permissões por papel, controle de custo de modelo e registro de tudo que foi feito.
O que a plataforma vende é tirar processo manual da mão de uma equipe. O que o site precisava mostrar é como isso acontece de verdade: o que a squad faz sozinha, em que ponto ela para para alguém decidir e o que fica registrado no fim.
O site anterior tinha envelhecido junto com o produto. Falava de recursos que não existiam mais, tinha página de preços e depoimentos que não correspondiam à venda real e mostrava canais que a plataforma não oferecia. O objetivo do novo site era gerar conversas qualificadas com áreas de negócio e de tecnologia de empresas médias e grandes.
A dor
Quem compra IA para a empresa hoje já ouviu todas as promessas. O comprador técnico chega com três perguntas que quase nenhum site responde: quanto isso gasta, quem autorizou, e o que ficou registrado? A área de negócio chega com outra: onde isso entra no meu dia?
Um site genérico perde os dois. E um site que mostra prints do produto envelhece a cada release.
O estudo
Antes do design, uma pesquisa de 46 homes reais de produtos do mesmo mercado e de projetos open source. Dela saíram regras concretas:
- Título de 5 a 8 palavras (a mediana encontrada foi 6), e nenhuma das melhores usa “plataforma”, “solução” ou “transforme” no título.
- Subtítulo em uma frase, com três verbos, e dois botões, não cinco.
- Sem selo acima do título. Quando aparece nos bons exemplos, é notícia, nunca autodescrição.
- FAQ na home é raro, preço na home é zero entre concorrentes de venda enterprise.
- O mercado está num estágio em que promessa não diferencia mais. O título precisa falar do mecanismo: governança, teto de custo, auditoria.
Daí também o teste do concorrente: troque o nome do produto por outro. Se a frase continuar verdadeira, ela é genérica e sai.
Sem depoimentos para usar, a prova social veio de outro lugar: logos de integrações no lugar de logos de clientes, números do próprio produto, postura de segurança e casos de uso rotulados como cenários, não como histórias de cliente.
A estrutura final da home: topo, integrações, a dor, como funciona em três passos, o produto em funcionamento, casos de uso por área, governança, capacidades e contato.



A solução
O produto em movimento, não em print
O diferencial do site são as encenações: as telas principais do produto (conversa com agente, execução de uma squad com parada para aprovação, painel de consumo e auditoria, biblioteca de agentes) remontadas como componentes vivos, animados em loop. Não envelhecem como print, pesam poucos kilobytes e contam uma história que uma imagem parada não conta.
Cada encenação foi conferida contra o código do produto, não de memória: cor da mensagem do usuário, o jeito como o agente responde (texto corrido, sem balão), o indicador de “pensando”, os rótulos e cores de status das execuções. Todos os nomes e números são fictícios.
A squad que para para uma pessoa
A encenação central é uma squad de conciliação bancária. Ela roda as etapas sozinha e para na etapa de aprovação humana, com a linha do tempo e o custo de cada etapa aparecendo enquanto acontece. É o mecanismo inteiro numa tela: automação até o ponto em que alguém precisa decidir.


Os casos de uso ficam em abas por área (financeiro, risco e crédito, cobrança, atendimento, marketing, tecnologia). Cada cenário mostra o que a squad faz sozinha e em que ponto ela para para alguém decidir.

Governança respondida na tela
A seção de governança responde às três perguntas do comprador técnico com as próprias telas: consumo por nível hierárquico com teto, feed de auditoria com um acesso negado registrado e os números da postura de segurança.

As páginas internas aprofundam cada frente (agentes, squads, organização, documentos, integrações, custos, segurança) com o mesmo padrão: título de mecanismo e tela do produto na moldura.

O contato é deliberadamente simples: e-mail e WhatsApp, sem formulário e sem intermediário.

Como foi construído
React, Vite, Tailwind e Framer Motion, construído com IA como par de programação. Três decisões técnicas saíram de problemas reais:
- Performance medida, não chutada. Houve a reclamação de que o site “parecia travar”, e a medição confirmou: 30 quadros por segundo ao rolar, com CPU desacelerada 4 vezes. As animações rodavam fora da tela; a máquina de escrever redesenhava a página inteira; e a maior causa era o raio do desfoque do topo em vidro. Testando um suspeito por vez, a rolagem foi para 43 quadros, e a página parada ficou em 60, sem travadas.
- Movimento com respeito. Quem pede menos movimento no sistema vê cada encenação no estado final, parada.
- Telas densas no celular. Um componente de escala encolhe o bloco inteiro em vez de deixar a moldura cortar informação.
SEO pensado também para respostas de IA: título, descrição e canonical por rota, dados estruturados de organização e software, sitemap, robots liberando os robôs das IAs e um arquivo llms.txt com o resumo do produto e uma seção sobre o que não afirmar sobre ele.
O que mudou
O site novo está no ar, em dois dias de trabalho, sem a página de preços, os depoimentos e os canais que não correspondiam ao produto.
O que era feito na mão. Nos cenários que o site mostra, a conciliação bancária, a cobrança e o atendimento que uma equipe faz etapa por etapa. No site antigo, o print do produto que precisava ser refeito a cada release.
O que ficou automático. No produto, as etapas da squad até o ponto de aprovação, com custo por etapa e registro de tudo. No site, as encenações que rodam em loop e mostram isso sem imagem parada.
Onde a pessoa decide. Em cada cenário, no ponto de aprovação humana que a tela mostra. No consumo, pelo teto por nível hierárquico. E no acesso, pelo feed de auditoria em que até o acesso negado fica registrado.
O que eu levo desse projeto
- Pesquisa de mercado vira regra de escrita. “Título de 5 a 8 palavras, sem ‘plataforma’” é mais útil para decidir do que “seja claro”.
- Tirar o que não existe é parte do redesign. Preço, depoimento e canal que o produto não tem custam credibilidade quando o comprador descobre.
- Mostrar o produto funcionando convence mais que descrevê-lo, desde que a encenação seja fiel ao produto real. Por isso a conferência no código.
- Meta-texto é defeito. Frases sobre como a página foi feita interessam a quem fez, não a quem compra. Saíram todas.
